quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

JORNALISMO ELETRÔNICO E SEU IMPACTO NO MUNDO REAL

Sabe-se hoje em dia que o meio eletrônico vem conquistando seu espaço não só pela rapidez com que a notícia é enviada, como também pelo impacto causado pela mesma, afinal de contas, mesmo que nem sempre seja possível que seu acesso ocorra em tempo real, mas as conseqüências podem ser assustadoras.
Digo isso, pois nem sempre temos a informação verdadeira. Nos canais de informação temos, por exemplo, a praticidade de que os usuários são expectadores sedentos por notícias, mas ao mesmo tempo são aquelas pessoas que fazem o uso de informação erroneamente. JOHNSON (2006) ressalta:

Na última década do século XX, o rápido aumento de empresas jornalísticas
que estabeleceram jornais eletrônicos na Internet abriu um fascinante campo
de investigação sobre como os jornais tradicionais poderiam redefinir conteúdos e valores de notícia ao adotarem e implementarem um sistema eletrônico de disponibilização da informação.

            Quando trato em mundo real, refiro-me ao ambiente em que os leitores tradicionais consideram a versão impressa de um jornal como válida, principalmente, é claro para muitos editores, uma vez que a informação eletrônica tem validade, mas estando a qualquer lugar a qualquer momento, lemos muitas notícias erradas...inventadas... afinal de contas muitos textos no formato eletrônico são adaptados, para MARCHIORI (1997): 

[...] a facilidade com que os textos eletrônicos podem ser adaptados, copiados, recombinados e plagiados acarreta certo receio por parte dos editores tradicionais quanto à defesa dos diretos autorais e a reprodução indiscriminada de" cópias". Para as bibliotecas, as implicações dizem respeito ao fato de que elas devem se adaptar à provisão de recursos de referência na forma eletrônica, racionalizando o acesso sem posse, como, por exemplo, buscas em bases de dados comerciais on-line.

            Do ponto de vista de um leitor assíduo de periódicos, as versões eletrônicas vem ganhando o seu espaço no mercado, pois você tem acesso a qualquer lugar, em qualquer momento e essa prática pode com certeza trazer mais satisfação ao leitor. E essa predileção pela versão eletrônica com certeza tornará essa versão impressa ultrapassada. JOHNSON (2006), afirma:

Embora mais de uma década tenha se passado desde a chegada dos primeiros jornais impressos na Internet, a indústria jornalística continua se perguntando como a cultura da velha redação se ajusta no futuro tecnológico. As empresas jornalísticas têm se confrontado cada vez mais com o dilema de como encontrar o equilíbrio entre tecnologia e conteúdo para criar um produto novo e rentável.

            A globalização iniciou essa procura pela informação, e claro, mudanças precisavam ser feitas...ou até mesmo os usuários deveriam se adequar a essas mudanças. Devemos levar em conta que com a disponibilidade das versões eletrônicas dos jornais resultarão na redução dos altos custos das versões impressas. MARCHIORI (1997) afirma:
As publicações eletrônicas estão tendo seus custos reduzidos drasticamente, caso comparadas com os custos de papel, impressão e transporte, enquanto as bases de dados, principalmente as de texto completo, aumentam em número e tamanho. Os grupos de discussão eletrônica (Listservs) têm servido como meios informais para a disseminação de novas idéias, assim como a Internet favorece o acesso a periódicos eletrônicos, cuja submissão, avaliação e distribuição de artigos é feita de forma eletrônica.

O maior impacto maior visto nos dias de hoje em se tratando da mudança de alguns dos mais conceituados jornais impressos para as versões eletrônicas, com certeza está ligado às redes sociais; com certeza ainda, a procura incessante por conhecimento em tempo reduzido faz com que o profissional da biblioteconomia, arquivologia ou museologia. MARCHIORI (1997), destaca o acesso às bibliotecas:

A biblioteca pode ser acessada remotamente de uma localidade, por meio de uma rede de computadores, favorecendo a acessibilidade universal. Nesta concepção revolucionária, os "livros virtuais" não sofrerão mais os problemas de suas contrapartes físicas, podendo ser duplicados quantas vezes se desejar. A própria biblioteca será" infinita", pois não haverá limites para o número de livros que possa conter, desde que estruturada e disponibilizada em computadores poderosos, interligados a redes de alta velocidade.

Tais profissionais irão procurar viabilizar o rápido acesso da informação, para que o usuário faça uso desses resultados não só de maneira mais fácil, como também mais eficientemente.
         Portanto, é muito importante que a partir de todas essas informações procuremos, enquanto acadêmicos, prestar a atenção às bases pesquisadas para termos certeza que os periódicos eletrônicos agora pesquisados trazem a informação válida e com melhor acesso.



Referências Bibliográficas

BARWINSKI, Luísa.  Os jornais impresessos estão ameaçados Disponível em: http://www.tecmundo.com.br/2765-noticias-na-internet-os-jornais-impressos-estao-ameacados-.htm Acesso em 20 de out. de 2011.

MARCHIORI, Patricia Zeni. "Ciberteca" ou biblioteca virtual: uma perspectiva de gerenciamento de recursos de informação Ciência da Informação, Brasilia, DF, v. 26 n. 2  May/Aug. 1997. Disponível em: <http://www.scielo.br/pdf/ci/v26n2/v26n2-1 Acesso em 19 de out. de 2011.

JOHNSON, Telma Sueli Pinto. Jornais eletrônicos do Brasil: a primeira geração  Disponível em: <http://www.bocc.ubi.pt/pag/johnson-telma-jornais-eletronicos.pdf 
Acesso em 21 de out. de 2011.

THOMAZ, Kátia de Padua. A preservação de documentos eletrônicos de caráter arquivístico: Novos desafios, velhos problemas. Disponível em:<http://www.bibliotecadigital.ufmg.br/dspace/bitstream/1843/VALA-68ZRKF/1/doutorado___katia_de_padua_thomaz.pdf Acesso em 19 de out de 2011.


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